Módulo 1 · Do Zero a 20/20
Currículo Completo
O Módulo 1 transforma o oftalmologista clínico em cirurgião de catarata independente. A progressão é individualizada — a cada encontro, o mentor avalia a evolução e define as etapas que o mentorado está apto a executar. Não há um cronograma rígido: há um método.
6
ENCONTROS
Mensais, presenciais em BH
12
DIAS PRESENCIAIS
2 dias por encontro
~30
CIRURGIAS
4–6 por dia cirúrgico
100%
HANDS-ON
Ambiente real desde o 1º dia
ESTRUTURA DE CADA ENCONTRO (2 DIAS)
TURNO TEÓRICO
Manhã do Dia 1
Conteúdo teórico do mês
Revisão de casos
Vídeos cirúrgicos comentados
Perguntas e discussão
~3–4 horas
DIA CLÍNICO
Tarde do Dia 1
Consultas pré-op ao vivo
Interpretação de biometria
Discussão da indicação cirúrgica
Escolha e cálculo de LIO
Documentação do paciente
~4–5 horas
DIA CIRÚRGICO
Dia 2 completo
4–6 cirurgias reais
Etapas progressivas por aptidão
Mentor presente no pedal
Feedback imediato após cada caso
Relatório escrito ao final
~6–8 horas
PRINCÍPIO METODOLÓGICO
PROGRESSÃO INDIVIDUALIZADA
"A ordem das etapas é um guia, não uma lei. O mentorado avança na velocidade que sua habilidade permite — nunca antes, nunca depois."
Dr. Paulo Aquino · SVA Mentorias
NA PRÁTICA
·Um mentorado talentoso pode executar todas as etapas já no 1º encontro
·Outro pode precisar de 3 meses apenas na capsulorhexis — e isso é normal
·O mentor avalia em tempo real: "está pronto para o próximo passo?"
·A segurança do paciente é sempre o critério número 1
Módulo 1 · Encontros
Os 6 Encontros em Detalhe
Cada encontro tem um foco teórico principal, mas a progressão cirúrgica é sempre avaliada individualmente. Clique em cada encontro para ver o conteúdo completo.
TURNO TEÓRICO
Anatomia cirúrgica do segmento anterior — córnea, câmara anterior, cápsula, zônula
O microscópio cirúrgico: posicionamento, foco e iluminação
Instrumentais básicos da facoemulsificação — reconhecer e manusear
A máquina de faco: parâmetros básicos (vácuo, fluxo, potência)
Viscoelásticos: tipos e quando usar cada um
Discussão: anatomia correlacionada com vídeos cirúrgicos
DIA CLÍNICO
Anamnese cirúrgica — o que perguntar antes de indicar
Biometria: como ler um laudo (IOLMaster / Lenstar)
Fórmulas de cálculo: SRK/T, Hoffer Q, Holladay — quando usar
Seleção da LIO: critérios básicos (monofocal, material, constante A)
Documentação pré-op: consentimento e checklist cirúrgico
DIA CIRÚRGICO
Observação ativa: assistir todas as etapas com discussão em tempo real
Se apto: paracentese (incisão lateral 1.0–1.2mm)
Se apto: incisão principal (2.2–2.4mm) com keratótomo
Se apto: injeção do viscoelástico na câmara anterior
Feedback imediato após cada caso · Relatório escrito ao final
TURNO TEÓRICO
A cápsula anterior: anatomia, espessura e comportamento
Capsulorhexis: tamanho ideal (5.0–5.5mm), circularidade, centragem
Técnicas: pinça de Utrata vs. cistítomo — prós e contras
Hidrodissecção: princípio, técnica e sinal do red-reflex
Nucleofragmentação: visão geral das técnicas (divide & conquer, stop & chop, phaco chop)
Análise de vídeos: rexis bem-feitas e complicações clássicas
DIA CLÍNICO
Revisão dos casos do encontro anterior — evolução pós-op
Topografia corneana: como interpretar e impacto no planejamento
Contagem endotelial: quando é relevante para a indicação
Cataratas de alto risco: catarata branca, núcleo duro, midríase ruim
Documentação: como descrever o ato cirúrgico no prontuário
DIA CIRÚRGICO
Consolida incisões (paracentese + principal) com mais autonomia
Foco do mês: capsulorhexis com cistítomo — casos selecionados pelo mentor
Se apto: hidrodissecção e hidrodelineação
Se apto: rotação do núcleo com manipulador
Mentor assume o faco — mentorado observa e volta após cortex/IOL
TURNO TEÓRICO
A ponta de faco: tipos, angulação, núcleo vs. cortex
Modos de faco: pulse, burst, continuous — diferenças práticas
Sculpting: como criar o groove no núcleo com segurança
Técnica divide & conquer passo a passo
O papel do segundo instrumento (manipulador/chopper)
Anestesia: tópica, peribulbar, intracameral — qual escolher
DIA CLÍNICO
Classificação de densidade nuclear: LOCS III e impacto nos parâmetros
Como ajustar os parâmetros da máquina pelo grau nuclear
Seleção de casos para o mentorado: critérios de segurança
Revisão pós-op mês 2: complicações e aprendizados
DIA CIRÚRGICO
Incisões + rexis com maior fluidez e segurança
Foco do mês: iniciar sculpt no groove — núcleos moles selecionados
Se apto: fazer o divide inicial do núcleo
Mentor assume as etapas mais críticas — alterna com mentorado
TURNO TEÓRICO
Stop & chop e phaco chop: quando e como usar
Aspiração do córtex: ponta de I/A, rotação, manobras difíceis
Polimento capsular: importância para a óptica e capsulotomia posterior futura
Ruptura de cápsula posterior: reconhecer, parar, converter
Manejo do vítreo anterior: quando e como
Complicações intraoperatórias: o que fazer em cada situação
DIA CLÍNICO
Casos pós-op com complicação: análise e conduta
Edema corneano pós-op: graduar e tratar
Opacidade capsular posterior: quando indicar YAG laser
Paciente insatisfeito: como abordar e gerenciar expectativas
DIA CIRÚRGICO
Executa incisões + rexis com autonomia consistente
Foco do mês: faco completo em núcleos selecionados (grau 2 máx.)
Se apto: aspiração do córtex com ponta I/A
Se apto: polimento da cápsula posterior
Mentor presente e intervém se necessário — zero pressão
TURNO TEÓRICO
LIOs dobráveis: tipos de material, design óptico, haptics
Sistema injetor: carregamento, lubrificação, técnica de injeção
Centragem e posicionamento da LIO no saco capsular
Fixação sulcular: quando e como
Hidratação das incisões: garantindo vedamento sem suturas
Curativos e prescrição pós-op padronizada
DIA CLÍNICO
Revisão completa: todos os casos operados nos 4 meses anteriores
Construindo o protocolo pós-op personalizado do mentorado
Como estruturar o retorno pós-op: D1, 1 semana, 1 mês
Discutir: o mentorado está pronto para o Encontro 6?
DIA CIRÚRGICO
Executa faco completo com mais consistência
Foco do mês: implante da LIO com injetor — casos selecionados
Se apto: hidratação e fechamento da cirurgia
Preparação psicológica para a cirurgia solo do Encontro 6
TURNO TEÓRICO
Revisão e consolidação: tudo o que aprendeu nos 5 meses
O cirurgião autônomo: tomada de decisão intraoperatória
Construindo seu fluxo cirúrgico próprio
Próximos passos: como continuar evoluindo após o Módulo 1
DIA CLÍNICO
O mentorado programa e documenta os casos do dia cirúrgico de forma independente
Seleção dos casos mais adequados para a cirurgia solo
Entrega do Relatório Final de Competências
DIA CIRÚRGICO — SOLO
O mentorado opera sozinho — do início ao fim
Mentor presente na sala mas fora do microscópio
Intervém somente se necessário para segurança do paciente
2 a 4 casos solo, dependendo da evolução
Feedback final detalhado · Entrega do Certificado
Módulo 1 · Competências
Matriz de Competências
Todas as competências que o mentorado deve desenvolver ao longo do Módulo 1. A progressão não é por mês — é por aptidão demonstrada. O mentor avalia e libera cada etapa individualmente.
COMPETÊNCIAS TEÓRICAS
| Competência | Conteúdo | Avaliação |
| Anatomia cirúrgica | Córnea, cristalino, cápsula, zônula, câmara anterior e posterior | Discussão oralIdentificação em vídeo |
| Biometria básica | IOLMaster/Lenstar, fórmulas (SRK/T, Hoffer Q, Holladay), cálculo de LIO | Resolução de casos |
| Instrumentais e máquina | Ponta de faco, I/A, keratótomo, pinça de Utrata, viscoelásticos, parâmetros | Identificação prática |
| Classificação nuclear | LOCS III, impacto nos parâmetros, seleção de casos para iniciantes | Casos clínicos |
| Indicação cirúrgica | Critérios de indicação, contraindicações, cataratas de risco | Discussão de casos |
| Complicações | Ruptura capsular, prolapso vítreo, descolamento de retina, edema corneano | Prova escrita |
COMPETÊNCIAS CLÍNICAS
| Competência | Descrição | Grau |
| Interpretação biométrica | Leitura do IOLMaster/Lenstar, identificação de artefatos, seleção da fórmula correta | Essencial |
| Cálculo e seleção de LIO | Calcular a potência correta, escolher o modelo adequado ao paciente | Essencial |
| Leitura topográfica | Identificar astigmatismo relevante, irregularidades, contraindicações | Importante |
| Documentação pré-op | Consentimento informado, checklist de segurança, preenchimento do prontuário | Essencial |
| Programação cirúrgica | Ordenar os casos por dificuldade, preparar o paciente corretamente | Essencial |
| Manejo pós-op | Prescrição, orientação ao paciente, reconhecimento de complicações precoces | Essencial |
COMPETÊNCIAS CIRÚRGICAS
| Etapa Cirúrgica | Critérios de Liberação | Nível |
| Paracentese | Profundidade correta, ângulo adequado, câmara mantida, sem sangramento | Nível 1 |
| Incisão principal | Largura 2.2–2.4mm, túnel correto, auto-selante, sem Descemet destacada | Nível 1 |
| Viscoelástico | Injeção suave, câmara profunda, sem bolhas, proteção endotelial | Nível 1 |
| Capsulorhexis | Diâmetro 5.0–5.5mm, circular, centrada, borda lisa sem radializações | Nível 2 |
| Hidrodissecção | Red-reflex visível, núcleo livre, sem pressão excessiva, cápsula íntegra | Nível 2 |
| Rotação do núcleo | Núcleo girando livremente 360°, cápsula íntegra, câmara mantida | Nível 2 |
| Facoemulsificação | Groove correto, fragmentação controlada, câmara estável, sem turbulência | Nível 3 |
| Aspiração do córtex | Córtex removido completamente, sem tracionar a cápsula, saco limpo | Nível 3 |
| Implante da LIO | Injeção suave, LIO centralizada no saco, haptics bem posicionados | Nível 4 |
| Remoção do visco | Câmara anterior limpa, tônus ocular adequado, sem Descemet destacada | Nível 4 |
| Hidratação / fechamento | Incisões auto-selantes, Seidel negativo, curativo adequado | Nível 4 |
Módulo 1 · Avaliação
Checklist Cirúrgico por Etapa
Formulário usado pelo mentor após cada dia cirúrgico. Cada etapa é avaliada individualmente. O mentor preenche, assina e entrega ao mentorado ao final do dia.
INCISÕES
Paracentese no ângulo correto (±30° da incisão principal)
○ Executado com autonomia ○ Necessitou auxílio ○ Não executou
Incisão principal autosselante (2.2–2.4mm)
○ Executado com autonomia ○ Necessitou auxílio ○ Não executou
Câmara anterior mantida durante as incisões
○ Sim ○ Colapso parcial ○ Colapso total
CAPSULORHEXIS
Diâmetro entre 5.0 e 5.5mm
○ Adequado ○ Pequena demais ○ Grande demais
Formato circular sem radializações
○ Circular ○ Irregular controlada ○ Radialização
Centragem em relação ao eixo pupilar
○ Centrada ○ Levemente descentrada ○ Descentrada
HIDRODISSECÇÃO
Cânula na posição sub-incisional correta
○ Adequado ○ Posição irregular
Red-reflex observado durante a manobra
○ Sim, claramente ○ Duvidoso ○ Não observado
Núcleo livre para rotação após hidro
○ Totalmente livre ○ Parcialmente ○ Preso
FACOEMULSIFICAÇÃO
Groove no plano correto (2/3 da profundidade nuclear)
○ Correto ○ Superficial ○ Muito profundo
Câmara anterior mantida estável durante faco
○ Estável ○ Flutuação leve ○ Instável
Movimentos controlados (sem alavanca)
○ Controlados ○ Algum excesso ○ Movimentos bruscos
ASPIRAÇÃO DO CÓRTEX
Córtex removido completamente
○ Completo ○ Resíduo mínimo ○ Resíduo significativo
Cápsula posterior íntegra ao final
○ Íntegra ○ Estria (sem ruptura) ○ Rompida
Ausência de tração zonular
○ Sem tração ○ Tração leve ○ Tração significativa
IOL & FECHAMENTO
Implante da LIO no saco capsular centralizado
○ Saco capsular, centrada ○ Sulcular ○ Descentrada
Viscoelástico completamente removido
○ Removido ○ Resíduo leve ○ Resíduo significativo
Seidel negativo ao final (incisões auto-selantes)
○ Negativo ○ Positivo — hidratou ○ Sutura necessária
ESCALA DE AVALIAÇÃO GLOBAL
NÍVEL 1
Necessita assistência constante. Em aprendizado inicial.
NÍVEL 2
Executa com orientação. Precisa de correção pontual.
NÍVEL 3
Executa com autonomia. Erros mínimos, auto-corrigidos.
NÍVEL 4
Executa com segurança e fluidez. Pronto para o solo.
Módulo 1 · Avaliação
Sistema de Avaliação
Duas ferramentas complementares: o checklist cirúrgico (objetivo, por etapa) e o feedback escrito do mentor (qualitativo, após cada encontro). Juntos formam o Relatório de Evolução do Mentorado.
FERRAMENTA 1
Checklist de Competências
Preenchido após cada dia cirúrgico
·Avalia cada etapa cirúrgica individualmente
·Escala de 4 níveis por etapa
·Registra progresso mês a mês
·Identifica gaps específicos para trabalhar
·Acumulado forma o histórico completo
QUANDO USAR
Ao final de cada dia cirúrgico. O mentor preenche, assina e entrega cópia ao mentorado.
FERRAMENTA 2
Feedback Escrito do Mentor
Enviado até 48h após o encontro
·Pontos fortes observados no período
·Áreas prioritárias para o próximo encontro
·Etapas liberadas para o próximo mês
·Sugestões de estudo e vídeos específicos
·Avaliação do estado emocional e confiança
FORMATO
E-mail ou PDF enviado pelo mentor. Linguagem construtiva, direta e motivadora.
RELATÓRIO FINAL DE COMPETÊNCIAS (ENCONTRO 6)
O QUE CONTÉM
·Resumo de todos os encontros
·Evolução de cada etapa cirúrgica (Nível 1→4)
·Total de cirurgias realizadas e papel em cada uma
·Competências clínicas adquiridas
·Parecer final do mentor
·Recomendações para continuidade
CRITÉRIOS PARA EMISSÃO DO CERTIFICADO
✓Presença em todos os 6 encontros (ou reposição acordada)
✓Nível ≥3 em todas as etapas cirúrgicas até incisão + rexis
✓Realizou ao menos 1 cirurgia solo completa com sucesso
✓Domínio do fluxo clínico pré e pós-operatório
✓Aprovação qualitativa do mentor
Módulo 1 · Encerramento
Certificação & Próximos Passos
O certificado de conclusão do Módulo 1 marca o início — não o fim. O mentorado sai apto a operar com segurança e já tem um caminho claro para continuar evoluindo.
CERTIFICADO DE CONCLUSÃO — MÓDULO 1
Do Zero a 20/20 · Formação em Cirurgia de Catarata
✓Fundamentos teóricos da facoemulsificação
✓Biometria básica e cálculo de LIO
✓Fluxo clínico pré e pós-operatório completo
✓Execução das etapas cirúrgicas com autonomia
✓Primeira cirurgia solo realizada com sucesso
✓6 encontros presenciais · 12 dias · ~30 cirurgias
O QUE VEM DEPOIS
IMEDIATO
Operar na sua cidade
Começar com casos simples, manter contato com o mentor para dúvidas pontuais, construir volume progressivamente.
CURTO PRAZO
Módulo 2 · Referência
Quando tiver 15–20 cirurgias/mês, estruturar o negócio, posicionamento regional e captação de pacientes cirúrgicos.
MÉDIO PRAZO
Módulo 3 · Premium
Com volume e segurança estabelecidos, evoluir para biometria avançada, LIOs tóricas e multifocais, faco-refrativa.